{"id":530,"date":"2019-08-22T20:31:47","date_gmt":"2019-08-22T20:31:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/amazoniajudaica\/?p=530"},"modified":"2019-08-22T20:34:43","modified_gmt":"2019-08-22T20:34:43","slug":"duzentos-anos-de-miscigenacao-judaica-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.amazoniajudaica.com.br\/en\/2019\/08\/22\/duzentos-anos-de-miscigenacao-judaica-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Duzentos Anos de Miscigena\u00e7\u00e3o Judaica na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;About Us&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; fb_built=&#8221;1&#8243; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0&#8243;][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.25&#8243; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.0&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.0.0&#8243; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.27.2&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;Rubik|700|||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;42px&#8221; header_2_line_height=&#8221;1.2em&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; custom_margin=&#8221;|||&#8221; custom_padding=&#8221;|||&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; header_2_font_size_phone=&#8221;36px&#8221; header_2_font_size_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; locked=&#8221;off&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.0.0.0&#8243;]<\/p>\n<h2><strong>Duzentos Anos de Miscigena\u00e7\u00e3o Judaica na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/h2>\n<h4>Por: Dr. Sim\u00e3o Ar\u00e3o Pecher<\/h4>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_divider color=&#8221;#ffb400&#8243; divider_position=&#8221;center&#8221; divider_weight=&#8221;5px&#8221; _builder_version=&#8221;3.9&#8243; max_width=&#8221;50px&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; locked=&#8221;off&#8221; _i=&#8221;1&#8243; _address=&#8221;0.0.0.1&#8243;][\/et_pb_divider][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.25&#8243; _i=&#8221;1&#8243; _address=&#8221;0.1&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.1.0&#8243; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.27.2&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; custom_margin=&#8221;-4px|||||&#8221; custom_padding=&#8221;|||&#8221; custom_padding_tablet=&#8221;|40px||40px||true&#8221; custom_padding_last_edited=&#8221;off|desktop&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.1.0.0&#8243;]<\/p>\n<p><span>Ap\u00f3s ser firmado\u00a0 entre o Brasil e a Gr\u00e3-Bretanha o tratado de Com\u00e9rcio e Navega\u00e7\u00e3o e Alian\u00e7a e Amizade em 1810, iniciou-se a imigra\u00e7\u00e3o\u00a0 para a Amaz\u00f4nia de muitos judeus de Marrocos, onde viviam agrupados em guetos (Melahs) nas cidades de Fez, Tanger, Tetuan, Casablanca, Rabat e Marrakesh.<\/span><\/p>\n<p><span>Ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o da Inquisi\u00e7\u00e3o em todo territ\u00f3rio portugu\u00eas em 1821 bem como a Proclama\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia do Brasil em 1822 pelo Imperador D.Pedro I, foi inaugurada em 1824 a primeira sinagoga da Amaz\u00f4nia na cidade de Bel\u00e9m (capital do Estado do Par\u00e1) denominada \u201cEssel Avraham\u201d e, em 1842, o primeiro cemit\u00e9rio israelita, tamb\u00e9m na cidade de Bel\u00e9m. Com o in\u00edcio do Ciclo da Borracha em 1850 grande n\u00famero de emigrantes judeus marroquinos foram atra\u00eddos para a Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/span><\/p>\n<p><span>Em 1866 D. Pedro II decreta a abertura para a navega\u00e7\u00e3o mercante do Rio Amazonas e seus afluentes a todas as na\u00e7\u00f5es, contribuindo mais ainda para a chegada de mais israelitas sefaradim n\u00e3o s\u00f3 de Marrocos bem como da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, e em 1889, ano da Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica do Brasil, foi fundada a segunda sinagoga da Amaz\u00f4nia, tamb\u00e9m\u00a0 em Bel\u00e9m do Par\u00e1, denominada \u201cShaar Hashamaim\u201d . Em 1890 pelo Decreto 119 de 7 de janeiro instituiu-se o princ\u00edpio de plena liberdade de culto, abolindo a uni\u00e3o legal da igreja cat\u00f3lica com o governo. A denomina\u00e7\u00e3o de sefaradim foi institu\u00edda desde os tempos b\u00edblicos do grande Rei Salom\u00e3o, Z\u2019l\u00a0 para se referir aos que constitu\u00edram vilarejos na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica (Sefarad), hoje Portugal e Espanha.<\/span><\/p>\n<p><span>Com o advento da explos\u00e3o do Ciclo da Borracha em torno de 1880, muitos nordestinos migraram para a Amaz\u00f4nia devido a seca nos seus estados. Grande n\u00famero de europeus, principalmente portugueses, ingleses e franceses\u00a0 aqui chegaram como tamb\u00e9m\u00a0 s\u00edrio-libaneses.<\/span><\/p>\n<p><span>Os israelitas vieram em sua maioria do Marrocos Espanhol (Tetuan e Ceuta) e falavam espanhol e haquitia (dialeto que mesclava o hebraico, espanhol e \u00e1rabe); do Marrocos Franc\u00eas (Casablanca); do Marrocos \u00c1rabe (Fez, Rabat e outras vilas do interior) onde habitavam os &#8220;toshabim&#8221; (nativos) chamados de &#8220;forasteiros&#8221; pelos &#8220;megorashim&#8221;, expulsos de Espanha e Portugal pela Inquisi\u00e7\u00e3o. Esta onda imigrat\u00f3ria teve como base a dificuldade de sobreviv\u00eancia nos guetos marroquinos devido a superpopula\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as contagiosas, persegui\u00e7\u00e3o e pris\u00e3o de judeus. Vieram atravessando o Oceano Atl\u00e2ntico em barcos em busca do Eldorado no Novo Mundo, o sonho de liberdade material, mental e, sobretudo espiritual.<\/span><\/p>\n<p><span>Em Manaus (capital do Estado do Amazonas) foram fundadas duas sinagogas, a \u201cBeit Yaacov\u201d (1928\/29) dos &#8220;megorashim&#8221; (expulsos de Portugal e Espanha) e a \u201cRabi Meyr\u201d dos \u201ctoshabim\u201d (nativos do Marrocos) ou &#8220;forasteiros&#8221;; e um cemit\u00e9rio, em 1929. Com o decl\u00ednio do Ciclo da Borracha muitos correligion\u00e1rios sa\u00edram de Manaus e Bel\u00e9m, indo a sua maioria para o Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, sendo que em 19 de janeiro de 1962 foi inaugurada a Sinagoga \u201cBeit Yaacov Rabi Meyr\u201d fus\u00e3o das duas at\u00e9 ent\u00e3o existentes em Manaus. Muitos t\u00famulos com inscri\u00e7\u00f5es em hebraico est\u00e3o misturados com outros t\u00famulos no Cemit\u00e9rio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista de Manaus, diferenciados pela Estrela de David, dentre eles o do Rabi Shalom Imanu El-Muyal, Z\u2019l, o &#8220;Santo Milagreiro&#8221; para os cat\u00f3licos da cidade, que faleceu em 1910.<\/span><\/p>\n<p><span>Milhares de judeus viveram na calha do rio Amazonas (rios Solim\u00f5es \u2013da fronteira do Per\u00fa a Manaus (AM)- e Amazonas \u2013de Manaus a sua foz em Bel\u00e9m(PA) ) nas cidades de Macap\u00e1, Estado do Amap\u00e1, Camet\u00e1, \u00d3bidos, Faro, Itaituba, Santar\u00e9m no Par\u00e1, e Parintins, Mau\u00e9s, Itacoatiara, Manacapuru, Tef\u00e9, Coari no Amazonas e\u00a0 seus afluentes principais (rios Madeira, Mamor\u00e9, Guapor\u00e9, Pur\u00fas, etc) e alguns chegaram a Iquitos, Contamana, Yurimaguas e Caballococha, no Peru. As escolas da Alian\u00e7a Israelita de Marrocos propiciaram uma boa educa\u00e7\u00e3o aos emigrantes pobres ao se transferir para o norte brasileiro, que aqui chegavam ap\u00f3s seus Bar e Bat-Mitzvah (maioridade judaica) com o sonho de sua sobreviv\u00eancia contra as adversidades na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, denominada de \u201cHyloea\u201d pelo naturalista Alexandre Von Humboldt, tentando se estabelecer no Brasil, adaptando-se e aculturando-se\u00a0 \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais e ao mesmo tempo se empenhando na preserva\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es hebraicas de seus ancestrais.<\/span><\/p>\n<p><span>Alguns se estabeleciam nas capitais, nas cidades e nos vilarejos\u00a0 ao longo da grande calha do rio Amazonas fundando armaz\u00e9ns e casas comerciais que forneciam roupas, comest\u00edveis, rem\u00e9dios e outros utens\u00edlios em troca de castanha, borracha, sementes oleaginosas, frutas e outros artigos extra\u00eddos da grande floresta que eram trazidos pelos nativos. Muitos mascateavam pelos rios em embarca\u00e7\u00f5es, comprando o extrativismo e vendendo produtos adquiridos em Bel\u00e9m e em Manaus. Esses pioneiros enviavam ajuda financeira para suas fam\u00edlias no Marrocos. Alguns retornavam para suas fam\u00edlias ap\u00f3s algum tempo, sendo que a maioria ficava morando nos vilarejos \u00e0s margens dos rios da grande Bacia Amaz\u00f4nica durante muitos anos, acabando por se miscigenar com a popula\u00e7\u00e3o nativa, cabocla e com outros imigrantes aqui chegados.<\/span><\/p>\n<p><span>Os muitos religiosos estabeleceram seus com\u00e9rcios nas capitais e ali constitu\u00edram fam\u00edlias judaicas, freq\u00fcentavam as sinagogas e conservaram sua identidade israelita, principalmente nas tr\u00eas grandes festas hebraicas do Rosh Hashanah (Ano Novo), Yom Kippur (Dia do Perd\u00e3o) e Pessach (P\u00e1scoa), al\u00e9m, \u00e9 claro, de conservar o Shabat (S\u00e1bado). Devido ao conv\u00edvio com as popula\u00e7\u00f5es locais os e as israelitas foram casando ou se juntando com os n\u00e3o judeus e acabaram por abandonar a religi\u00e3o de seus ancestrais. Poucos e poucas conseguiram converter seus\u00a0 c\u00f4njuges n\u00e3o judeus ou n\u00e3o judias, filhos e filhas ao juda\u00edsmo.<\/span><\/p>\n<p><span>N\u00e3o por menos, nomes sagrados aos israelitas como Levy e Cohen, fam\u00edlias de sacerdotes do Templo de Israel ficaram isolados no grande \u201chinterland\u201d amaz\u00f4nico, alguns casando com n\u00e3o judias e n\u00e3o judeus e conservaram sua identidade judaica somente no sobrenome, sendo catequizados pelos religiosos cat\u00f3licos. Tamb\u00e9m algumas pessoas de fam\u00edlias que se iniciam com o prefixo BEN (do hebraico: filho de) e outras de sobrenomes mais variados tiveram a mesma sorte. Muitos foram convertidos ao protestantismo. Para fugir da persegui\u00e7\u00e3o aos judeus imposta pela Igreja Cat\u00f3lica ainda do resqu\u00edcio da Inquisi\u00e7\u00e3o iniciada na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, em torno do descobrimento do Brasil por volta do ano de 1500, com repercuss\u00e3o neste novo continente, muitos israelitas trocaram seus primeiros nomes ou sobrenomes aportuguesando-os com aproxima\u00e7\u00e3o sonora.<\/span><\/p>\n<p><span>Devido ao \u201cboom\u201d do Ciclo da Borracha no fim do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX, at\u00e9 mulheres judias polacas, pobres, foram contrabandeadas da Europa para o servi\u00e7o de explora\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o s\u00f3 nas duas capitais amaz\u00f4nicas como no Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, gerando alguns descendentes.<\/span><\/p>\n<p><span>Alguns judeus chegaram a ser prefeitos em cidades amaz\u00f4nicas, tais como Itacoatiara Izaac Jos\u00e9 P\u00e9rez, Z\u2019l), Macap\u00e1 e Afu\u00e1 (Eliezer Levy, Z\u2019l) e outros foram ju\u00edzes como Chacon, Z\u2019l (Santo Ant\u00f4nio do Madeira) e ju\u00edzes suplentes como Moys\u00e9s Jos\u00e9 Bensabaht, Z\u2019l\u00a0 e Jos\u00e9 da Penha,Z\u2019l (Amazonas) e meu tio Isaac Jayme Zagury, Z\u2019l (Macap\u00e1 capital do Amap\u00e1).<\/span><\/p>\n<p><span>Poucos israelitas oriundos da Europa Oriental, chamados de asquenazim aqui chegaram. Meu pai, Nuta Wolf Pecher (conhecido como Nathan), Z\u2019l, asquenazi , neto do rabino Yehuda Beer Pecher, Z\u2019l, e filho de Aron Pecher, Z\u2019l e de Chauci Pecher, Z\u2019l, fugindo da Rom\u00e2nia entre as duas grandes guerras mundiais atravessou os mares, Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico, indo morar no Per\u00fa, primeiro em Lima e depois em Iquitos, fundando o cemit\u00e9rio judaico. De vapor veio descendo a calha do rio Amazonas, tal qual como o explorador espanhol Francisco de Orellana, passou por Manaus e foi trabalhar em Bel\u00e9m, quando casou em 1940 com minha m\u00e3e, Syme Zagury Pecher, Z\u2019l, de fam\u00edlia sefaradi neta do rabino de Casablanca Youssef Zagury, Z\u2019l e filha de Le\u00e3o Zagury, Z\u2019l de Casablanca e de Sara Roff\u00e9 Zagury, Z\u2019l de Tanger, que vieram de Marrocos fugindo dos pogroms (matan\u00e7a) impostos pelos mu\u00e7ulmanos, se conheceram e casaram em Bel\u00e9m do Par\u00e1.<\/span><\/p>\n<p><span>A linda ketubah (certid\u00e3o de casamento) deles escrita em hebraico, decorada com colunas e ramos de flores, rel\u00edquia para minha fam\u00edlia, assim descreve esta ascend\u00eancia. Em 1949 fomos morar em Macap\u00e1, ent\u00e3o capital do Territ\u00f3rio Federal do Amap\u00e1 (atual Estado do Amap\u00e1), sendo que a nossa casa de ora\u00e7\u00f5es era no grande alpendre da casa do casal Naftali, Z\u2019l e Esther Zagury Bemerguy, Z\u2019l, meus tios, somente nos tr\u00eas dias das grandes festas, Pessach, Rosh-Ha-Shanah e Yom Kippur, quando as poucas fam\u00edlias israelitas l\u00e1 se reuniam. Era a MINHA SINAGOGUINHA. Meu pai fazia quest\u00e3o de colocar bem no centro da grande mesa retangular, coberta com uma grande toalha branca bordada com Menorahs e\u00a0 Estrelas de David, sua\u00a0 pequena Torah que veio de Israel.<\/span><\/p>\n<p><span>Desde a metade do s\u00e9culo passado, muitos descendentes de fam\u00edlias judaicas ou mistas continuaram a trabalhar em com\u00e9rcios dos seus pais ou antepassados para seus sustentos e de seus filhos, enquanto que outros estudaram em faculdades chegando a exercer as profiss\u00f5es de m\u00e9dicos, advogados, engenheiros, farmac\u00eauticos, economistas e professores que eram proporcionadas pelo Governo Federal atrav\u00e9s das universidades que foram fundadas nas capitais brasileiras.<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo o grande amaz\u00f4nida Prof. Samuel Benchimol, Z\u2019l estima-se em quase trezentos mil o n\u00famero de descendentes de israelitas que vivem na Amaz\u00f4nia, a grande maioria j\u00e1 afastada do juda\u00edsmo, professando outras religi\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span>Atualmente existem em torno de quatrocentas fam\u00edlias hebraicas em Bel\u00e9m do Par\u00e1 e mais ou menos duzentas fam\u00edlias em Manaus, capital do Amazonas. Comunidades muito menores em Macap\u00e1 (Amap\u00e1) e Porto Velho (Rond\u00f4nia) recentemente fundaram suas sinagogas, pois tem que haver pelo menos dez judeus (minian) para as ora\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span>O grupo \u00e9tnico judaico na Amaz\u00f4nia \u00e9 multicolorido na sua tez, desde branco (leucodermo) at\u00e9 mulato (faiodermo), devido a assimila\u00e7\u00e3o e a miscigena\u00e7\u00e3o com os povos aqui encontrados, tanto nativos e caboclos, dando origem ao JUDEU CABOCLO ou ao CABOCLO JUDEU, como imigrantes europeus e \u00e1rabes, nestes duzentos anos de conv\u00edvio saud\u00e1vel, o que espero que continue\u00a0 por muitos e muitos mil\u00eanios.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Membro da Academia Brasileira de M\u00e9dicos Escritores \u2013ABRAMES- e da Sociedade Brasileira de M\u00e9dicos Escritores -SOBRAMES<\/em><\/p>\n<p><a href=\"mailto:simaopecher@yahoo.com.br\">simaopecher@yahoo.com.br<\/a><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duzentos Anos de Miscigena\u00e7\u00e3o Judaica na Amaz\u00f4nia Por: Dr. Sim\u00e3o Ar\u00e3o Pecher Ap\u00f3s ser firmado\u00a0 entre o Brasil e a Gr\u00e3-Bretanha o tratado de Com\u00e9rcio e Navega\u00e7\u00e3o e Alian\u00e7a e Amizade em 1810, iniciou-se a imigra\u00e7\u00e3o\u00a0 para a Amaz\u00f4nia de muitos judeus de Marrocos, onde viviam agrupados em guetos (Melahs) nas cidades de Fez, Tanger, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-530","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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