{"id":524,"date":"2019-08-22T20:27:47","date_gmt":"2019-08-22T20:27:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/amazoniajudaica\/?p=524"},"modified":"2019-08-22T20:29:34","modified_gmt":"2019-08-22T20:29:34","slug":"comida-e-religiao-um-banquete-judaico-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.amazoniajudaica.com.br\/en\/2019\/08\/22\/comida-e-religiao-um-banquete-judaico-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Comida e Religi\u00e3o &#8211; Um banquete Judaico na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;About Us&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; fb_built=&#8221;1&#8243; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0&#8243;][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.25&#8243; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.0&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.0.0&#8243; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.27.2&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;Rubik|700|||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;42px&#8221; header_2_line_height=&#8221;1.2em&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; custom_margin=&#8221;|||&#8221; custom_padding=&#8221;|||&#8221; header_2_font_size_phone=&#8221;36px&#8221; header_2_font_size_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; locked=&#8221;off&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.0.0.0&#8243;]<\/p>\n<h2><strong>Comida e Religi\u00e3o:\u00a0<br \/>Um banquete Judaico na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/h2>\n<h4>Por: Renato Athias<\/h4>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_divider color=&#8221;#ffb400&#8243; divider_position=&#8221;center&#8221; divider_weight=&#8221;5px&#8221; _builder_version=&#8221;3.9&#8243; max_width=&#8221;50px&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; locked=&#8221;off&#8221; _i=&#8221;1&#8243; _address=&#8221;0.0.0.1&#8243;][\/et_pb_divider][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.25&#8243; _i=&#8221;1&#8243; _address=&#8221;0.1&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.1.0&#8243; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.27.2&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; custom_margin=&#8221;-4px|||||&#8221; custom_padding=&#8221;|||&#8221; custom_padding_tablet=&#8221;|40px||40px||true&#8221; custom_padding_last_edited=&#8221;off|desktop&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.1.0.0&#8243;]<\/p>\n<div>\n<p>A di\u00e1spora coexiste com a hist\u00f3ria do povo de Israel, e parafraseado o Salmo 137, tamb\u00e9m, junto aos rios da Amaz\u00f4nia encontra-se uma comunidade judaica, sefardita, que desde 1810, se instalou formalmente naquelas terras, de acordo com os principais estudiosos dessa migra\u00e7\u00e3o para o norte do Brasil. \u00c9 exatamente essa aceita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio destino di\u00e1sporico, no qual o ex\u00edlio torna-se o \u00fanico elo com a for\u00e7a divina, e, onde a dist\u00e2ncia da Terra Prometida se transforma numa for\u00e7a motriz dando assim sustenta\u00e7\u00e3o para manter a identidade de povo escolhido em um pa\u00eds de acolhimento.<\/p>\n<p>Essa comunidade judaica, hoje totalmente identificada com a Amaz\u00f4nia, mant\u00e9m uma estreita rela\u00e7\u00e3o com a Terra Prometida, principalmente atrav\u00e9s dos rituais, que se realizam ao redor da mesa, pois \u00e9 atrav\u00e9s da comida e dos banquetes realizados nas margens desses rios, que cruzam a regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, que essa comunidade se relaciona com o divino. Banquete e ritual est\u00e3o juntos e fazem parte da reafirma\u00e7\u00e3o de um sentimento, pois a comida compartilhada, n\u00e3o os ingredientes, a define como um grupo espec\u00edfico. Essa comunidade com o decorrer dos anos, foi sendo ampliada de maneira cont\u00ednua com representantes oriundos regi\u00e3o norte-africana, principalmente do Marrocos, que n\u00e3o chegavam com a inten\u00e7\u00e3o de ali se radicarem, ao contr\u00e1rio, esperavam retornar ao Marrocos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, com o tempo, e desenvolvendo os seus campos de atividades, de modo a abranger n\u00e3o somente o com\u00e9rcio interno e o de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o setor de navega\u00e7\u00e3o e da explora\u00e7\u00e3o de seringais, afora a participa\u00e7\u00e3o nas atividades p\u00fablicas e no exerc\u00edcio de cargos oficiais, eles foram criando ra\u00edzes e permanecem at\u00e9 hoje na Amaz\u00f4nia.\u00a0 Eles procuraram se localizar nos pontos estrat\u00e9gicos da bacia do grande rio, desde Sena Madureira no Acre at\u00e9 S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, desempenhando um papel relevante no desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A culin\u00e1ria \u00e9 uma elabora\u00e7\u00e3o social e cultural relacionada \u00e0s pessoas de uma comunidade. Participar de um banquete ritualizado significa fazer uma escolha em rela\u00e7\u00e3o a um determinado grupo. \u00c9 nesse sentido, que as comidas \u00e9tnicas permitem o olhar sobre as rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas de um grupo social espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos banquetes preparados pelos judeus na Amaz\u00f4nia, diz respeito a uma comida, com caracter\u00edsticas distintivas e uma capacidade simb\u00f3lica de defini\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais criando v\u00ednculos de pertencimento a um grupo determinado. A culin\u00e1ria da comunidade judaica da Amaz\u00f4nia, devido \u00e0s interdi\u00e7\u00f5es religiosas sempre teve caracter\u00edsticas populares e os ingredientes utilizados s\u00e3o simples e baratos. As tradi\u00e7\u00f5es de origem, em geral migrantes proveniente dos pa\u00edses \u00e1rabes do norte da \u00c1frica, deram as bases das receitas utilizadas pelos judeus da Amaz\u00f4nia, mostrando assim a engenhosidade da adapta\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o de produtos simples em pratos deliciosos.<\/p>\n<p>Tradicionalmente a hist\u00f3ria da alimenta\u00e7\u00e3o do povo judeu est\u00e1 fundamentada na Tor\u00e1, o Pentateuco do Livro Sagrado, que descreve a perman\u00eancia do povo eleito no deserto ap\u00f3s a fuga do Egito, e a entrega das t\u00e1buas das leis para Mois\u00e9s. Durante esse per\u00edodo, o povo se alimentava basicamente de p\u00e1ssaros e do Man\u00e1 que D\u2019us enviara ao deserto, surgindo depois entre os judeus as principais interdi\u00e7\u00f5es alimentares. Atualmente est\u00e3o agregadas ao Kashrut: que representa um conjunto de leis sobre a alimenta\u00e7\u00e3o e culin\u00e1ria, que vai desde o abate de animais, conserva\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de alimentos impostos a todos os judeus. Atualmente, essa dieta alimentar \u00e9 controlada atrav\u00e9s de selos de qualidade, estabelecidos pelos rabinatos dos pa\u00edses onde as comunidades est\u00e3o instaladas. Esses alimentos s\u00e3o rotulados como alimentos Kosher (ou Kasher).<\/p>\n<p>Este termo quer dizer: adequado em hebraico, capaz a uso correto. Essa no\u00e7\u00e3o aparece na literatura rab\u00ednica para designar o que est\u00e1 em conformidade com a lei. Portanto, aquilo que \u00e9 permitido de ingerir sem desrespeitar as tradi\u00e7\u00f5es. Mesmo que, na Tor\u00e1, esses termos (Kasher, Kashrut) n\u00e3o se apresentam com exce\u00e7\u00e3o a uma r\u00e1pida refer\u00eancia ao Livro de Ester, o sentido desses termos e as permiss\u00f5es alimentares foram constru\u00eddos e continuamente re-elaborados na observa\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, no conhecimento e dos povos durante a di\u00e1spora. Todas as prescri\u00e7\u00f5es alimentares est\u00e3o baseadas nas interpreta\u00e7\u00f5es da Tor\u00e1 e est\u00e3o baseadas na no\u00e7\u00e3o do que \u00e9 tahor (puro) e tam\u00e9 (impuro). Ambos os termos s\u00e3o utilizados para caracterizar uma determinada condi\u00e7\u00e3o espiritual e moral, do povo, do indiv\u00edduo, do Templo, por\u00e9m nunca s\u00e3o utilizadas para descrever limpeza ou sujeira. A comida propriamente, tal como a descrita na Tor\u00e1, especificamente do Livro de Lev\u00edtico, apresenta com detalhes esse ideal de pureza e impureza imposto nas pr\u00e1ticas culin\u00e1rias. E nesse sentido, observa-se que essa alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 legitimada e procura fortalecer uma identidade \u00e9tnica. E assim, ao redor da mesa, a alian\u00e7a estabelecida no deserto, se repete nas casas de fam\u00edlias judaicas.<\/p>\n<p>Os animais que s\u00e3o permitidos e n\u00e3o permitidos na alimenta\u00e7\u00e3o judia est\u00e3o divididos e classificados em quatro categorias apoiados nos textos dos Livros de Levitico e do Deuteron\u00f4mio da Tor\u00e1. A primeira categoria se refere aos mam\u00edferos considerados puros e, portanto permitido a prepara\u00e7\u00e3o de alimentos: s\u00e3o aqueles que t\u00eam a pata fendida e que ruminam. Portanto, as carnes de boi, ovelhas, cabras, carneiro s\u00e3o permitidas, enquanto que a carne de porco \u00e9 completamente proibida, pois este n\u00e3o rumina. N\u00e3o se pode tamb\u00e9m comer o quarto traseiro de animais, mesmo daqueles considerados puros. \u00c9 completamente proibida a utiliza\u00e7\u00e3o de sangue de esp\u00e9cie alguma, precisa-se remover de forma efetiva o sangue da carne. Esta deve ser deixada de molho para abrir os poros e, logo, salgada, a fim de extrair todo o sangue.<\/p>\n<p>O principio vital da vida humana, o N\u00e9f\u00e9sh, se encontra no sangue, e essa subst\u00e2ncia n\u00e3o pode ser misturada ao sangue dos animais. A segunda categoria representa as aves ou animais que voam. Na Tor\u00e1 est\u00e3o nomeadas duas dezenas de p\u00e1ssaros que s\u00e3o considerados impuros. Por\u00e9m, a identifica\u00e7\u00e3o desses nos dias atuais \u00e9 um problema, e por isso se considera permitido o uso na prepara\u00e7\u00e3o de alimentos aqueles conhecidos atrav\u00e9s da tradi\u00e7\u00e3o oral, em geral s\u00e3o aves mais comuns e que voam baixo. Existem diverg\u00eancias entre as tradi\u00e7\u00f5es judaicas com rela\u00e7\u00e3o aos p\u00e1ssaros considerados puros. A terceira categoria constitui-se de animais aqu\u00e1ticos que devem ter escamas e nadadeiras para ser considerado puro e, portanto pode fazer parte da alimenta\u00e7\u00e3o humana. Tudo o que \u00e9 classificado como frutos do mar pertencem a categoria daqueles n\u00e3o apropriados para fazer parte da alimenta\u00e7\u00e3o judia. A quarta categoria s\u00e3o aqueles dos insetos e outros animais que pulam e que s\u00e3o todos considerados impuros. N\u00e3o se permite tamb\u00e9m a absor\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e0 base de carne e de leite misturados num mesmo prato durante uma mesma refei\u00e7\u00e3o. Tanto para a conserva\u00e7\u00e3o e como para a prepara\u00e7\u00e3o existem outras leis, determinadas no Kashrut, que se referem aos utens\u00edlios usados na prepara\u00e7\u00e3o de alimentos. E como estes devem ser usados e guardados no sentido de garantir a pureza plena dos alimentos. Essas s\u00e3o algumas das recomenda\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, para manter uma dieta estritamente kasher.<\/p>\n<p>\u00c9 importante dizer ainda, que uma das caracter\u00edsticas distintivas do juda\u00edsmo \u00e9 a cont\u00ednua incorpora\u00e7\u00e3o de novas determina\u00e7\u00f5es e costumes ao seu c\u00f3digo, determinando o que faz parte da pureza; e que permite aos judeus, principalmente os religiosos a se beneficiarem sem se contraporem a Halach\u00e1, ou seja, os mandamentos rab\u00ednicos posteriores, relacionados aos costumes e tradi\u00e7\u00f5es, servindo como guia do modo de viver. Chegar at\u00e9 a\u00ed foi necess\u00e1rio um amplo conhecimento da sabedoria oral transmitida atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es, como tamb\u00e9m todos os arranjos que se estabeleceram para evitar as transgress\u00f5es. Tudo que est\u00e1 escrito no Talmude sobre as leis diet\u00e9ticas judaicas, estas se encontram estabelecidas no tratado de Houline.<\/p>\n<p>De acordo com os depoimentos, de fam\u00edlias judaicas que vivem na Amaz\u00f4nia, a principal preocupa\u00e7\u00e3o foi a de adaptar-se \u00e0quela realidade, sem perder a pr\u00f3pria identidade. Eles est\u00e3o vivendo numa regi\u00e3o onde n\u00e3o existe um chefe religioso pr\u00f3ximo e, portanto buscam na tradi\u00e7\u00e3o oral, apoiando-se mutuamente, adaptar os princ\u00edpios b\u00e1sicos da culin\u00e1ria judaica dos pa\u00edses de origem, mantendo uma rela\u00e7\u00e3o com os alimentos amaz\u00f4nicos que pudesse fortalecer suas identidades e renovar alian\u00e7a divina.\u00a0 Para esses judeus marroquinos, em sua maioria, tornava-se central a rela\u00e7\u00e3o familiar, pois \u00e9 o n\u00facleo a partir do qual se constroem a identidade judaica em plena Amaz\u00f4nia. E pode-se perceber atrav\u00e9s dos depoimentos dessas fam\u00edlias, que essa identidade amaz\u00f4nica est\u00e1 profundamente enraizada, e \u00e9 admitida com orgulho e alegria. Diferentemente de outras partes do mundo, os judeus da Amaz\u00f4nia, de uma cidade do baixo-amazonas, por exemplo, se reuniam ao redor da mesa entre v\u00e1rias fam\u00edlias. E essa celebra\u00e7\u00e3o semanal os unia, pois no banquete do Shabat se renovava a tradi\u00e7\u00e3o e a identidade.<\/p>\n<p>Na sexta-feira \u00e0 tarde, nas cidades do interior da Amaz\u00f4nia, onde havia judeus, depois de fecharem suas lojas, enfim deixar o trabalho iniciava-se os preparativos para a celebra\u00e7\u00e3o ritual do Shabat o principal banquete.\u00a0 Todos bem vestidos, alinhados, iam reunir-se na casa de uma determinada fam\u00edlia. As mulheres j\u00e1 estavam na cozinha, preparando os alimentos e esperando a hora de fazer a ora\u00e7\u00e3o sobre as duas velas que formalizava o in\u00edcio formal do Shabat. Os filhos, na cal\u00e7ada, procurando no c\u00e9u a primeira estrela que ia aparecer, para anunciar o in\u00edcio do Shabat. A partir da\u00ed, n\u00e3o mais se pegava no fogo para acender. Os homens reunidos em outro local da casa, cobertos com as suas Talets (acess\u00f3rio religioso em forma de um xale feito de seda, l\u00e3 ou linho, tendo em suas extremidades as tsitsiot (franjas), usado como uma cobertura na hora das preces) estavam realizando as ora\u00e7\u00f5es sobre vinho o kidush.<\/p>\n<p>A mesa est\u00e1 posta cuidadosamente, com uma toalha branca. No meio as duas velas e na cabeceira, um prato com dois p\u00e3es tra\u00e7ados e uma ta\u00e7a de vinho. Ao redor da mesa, est\u00e3o todos inclusive as crian\u00e7as. Um dos homens, o chefe da casa, segura a ta\u00e7a com vinho e pronuncia a b\u00ean\u00e7\u00e3o, em seguida a ta\u00e7a passa entre os presentes e cada um toma um gole do vinho, seguido de cantos. Os homens passam tamb\u00e9m o vinho para os meninos molharem a boca. E quando n\u00e3o se tem vinho, procuram fazer com cacha\u00e7a, alguns disseram.<\/p>\n<p>Depois, o mesmo homem, chefe da casa, onde de realiza o shabat, segura a halla, o p\u00e3o caseiro feito em forma de tran\u00e7as, simbolizando a unidade e pronunciando a b\u00ean\u00e7\u00e3o, partindo-o em peda\u00e7os, e com umas pitadas de sal distribu\u00eda entre os presentes. O Shabat \u00e9 festejado do p\u00f4r-do-sol sexta-feira at\u00e9 o p\u00f4r-do-sol do s\u00e1bado. E, portanto fazer o Shabat \u00e9 realizar tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es, todas elas com o p\u00e3o. No jantar da sexta-feira se come geralmente v\u00e1rios pequenos pratos na entrada preparados com os legumes locais, tendo o azeite de oliva como base na prepara\u00e7\u00e3o. Esses pratos atualmente todos eles adaptados a cultura Amaz\u00f4nica tiveram por base as tradi\u00e7\u00f5es marroquinas.<\/p>\n<p>Em seguida um prato de peixe que simboliza a abundancia. V\u00e1rios peixes amaz\u00f4nicos passaram a fazer parte do card\u00e1pio tradicional das refei\u00e7\u00f5es do Shabat. No almo\u00e7o do dia seguinte s\u00f3 podem ser consumidos alimentos quentes, embora seja proibido acender o fogo durante o Shabbat. Assim surgem as receitas de pratos de cozimento muito lento (de at\u00e9 15 horas de dura\u00e7\u00e3o), tais como a dafina cuja prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em uma \u00fanica panela e, sobretudo a receita leva sem d\u00favida as caracter\u00edsticas de cada fam\u00edlia que a prepara. Em linhas gerais a prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 a seguinte: O prato deve ser preparado na v\u00e9spera do Shabat. Na noite de quinta-feira, deixa-se 300 g de gr\u00e3o-de-bico de molho em \u00e1gua fria. Substitu\u00eddo na Amaz\u00f4nia por feij\u00e3o branco ou fava, cuja receita \u00e9 a seguinte: Coloca-se de molho o gr\u00e3o de bico (ou o feij\u00e3o branco)\u00a0 escorra-os na sexta de manh\u00e3. Corte 1 kg de peito de boi em cubos e 500 g de osso com tutano em rodelas. Numa panela grande, refogam-se no \u00f3leo duas cebolas cortadas em fatias finas. Adiciona-se a carne e o osso, e ent\u00e3o o gr\u00e3o-de-bico. Lava-se 400 g de arroz em \u00e1gua fria, coloca-se num saco de algod\u00e3o e em seguida na panela. Descasca-se e amassa-se o alho, e colocando-o na panela junto com duas colheres de caf\u00e9 de sal, uma de p\u00e1prica, uma de c\u00farcuman, meia de cominho, meia de pimenta e uma colher (sopa) de mel. Cobrir com \u00e1gua fria e deixa-se cozinhar por cerca de vinte minutos. A panela deve estar repleta de molho. Tampar e deixar cozinhar no forno bem baixo (ou numa placa el\u00e9trica), na temperatura m\u00ednima, at\u00e9 a hora de servir os ovos cozidos com casca de cebola acompanha e pode ser colocados no meio do gr\u00e3o-de-bico, cozinhando com casca durante toda a noite, na panela.<\/p>\n<p>As principais festas judaicas podem ser agrupadas em dois blocos. De um lado as tr\u00eas grandes festas hist\u00f3ricas de peregrina\u00e7\u00e3o que tiveram lugar e tem como lembran\u00e7a o templo de Jerusal\u00e9m, ou seja, a comemora\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas epis\u00f3dios importantes da hist\u00f3ria dos judeus: a sa\u00edda do Egito (Pessah), a promulga\u00e7\u00e3o da lei e aceita\u00e7\u00e3o dos mandamentos (Shavuot) e a prote\u00e7\u00e3o divina durante o per\u00edodo de vida no deserto (Shucot). Como estas datas correspondem a per\u00edodos significativos da vida agr\u00edcola tamb\u00e9m est\u00e3o associadas a um lado festivo de celebra\u00e7\u00e3o de colheita. Do outro lado est\u00e3o as festas mais austeras, como Rosh-hashana e Yom Kipur que imp\u00f5es gravidade sem deixar de ser celebradas ao redor da mesa.<\/p>\n<p>O que distingue a culin\u00e1ria dos judeus amaz\u00f4nicos \u00e9 de fazer parte de um sistema simb\u00f3lico-ritual que constr\u00f3i o mundo cotidiano onde os atores sociais fortalecem uma identidade e uma filia\u00e7\u00e3o religiosa e de um passado. Na realidade, na sua forma mais simples de se expressar, as leis de pureza e impureza presentes na culin\u00e1ria dos judeus amaz\u00f4nicos constituem um exemplo de como o ato mais rotineiro, como o de comer, torna-se parte essencial de uma express\u00e3o religiosa.<\/p><\/div>\n<hr \/>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p>ATHIAS, R. &amp; NUGENT, S. Do Marrocos ao Baixo Amazonas: An\u00e1lise do Imagin\u00e1rio dos Judeus da Amaz\u00f4nia. In: 22a Reuni\u00e3o Brasileira de Antropologia, 2000, Bras\u00edlia, Resumos do 22a. RBA. Bras\u00edlia: UNB, 2000. v. 1.<br \/>ATHIAS, R &amp; NUGENT, S. &#8211; Comunidades Judaica do Baixo Amazonas, Projeto de Pesquisa, Depoimentos e Banco de Imagens, Laborat\u00f3rio de Antropologia Visual, Universidade Federal de Pernambuco, 2000-2002.<br \/>ATHIAS, R &amp; NUGENT, S.\u00a0 Onde est\u00e1 o Rabino? Depoimentos de judeus Marroquinos de Alenquer, Santar\u00e9m e Bel\u00e9m sobre a comunidade judaica da Amaz\u00f4nia. V\u00eddeo, Laborat\u00f3rio de Antropologia Visual, UFPE, 2002<br \/>BENCHIMOL. Samuel. Amaz\u00f4nia, Forma\u00e7\u00e3o Social e Cultural. Valer, Manaus, 1999.<br \/>BENCHIMOL. Samuel \u2013 Eretz Amaz\u00f4nia,\u00a0 2000<br \/>BENTES, Abraham Ramiro. &#8220;Os sefardim e a hakitia&#8221;,\u00a0 Mittograph Editora, Bel\u00e9m, 1982<br \/>BENTES, Abraham, Ramiro Das Ru\u00ednas de Jerusal\u00e9m a Verdejante Amaz\u00f4nia: Forma\u00e7\u00e3o da 1a. Comunidade Israelita Brasileira , Rio, Gr\u00e1fica Borsoi,1987<br \/>BLAY, Eva Alterman. Judeus na Amaz\u00f4nia. In Identidades Judaicas no Brasil Contempor\u00e2neo. (org) Bila Sorj) Imago, Rio de Janeiro,1997.<br \/>HARDMANN, Francisco Foot. Trem Fantasma-A Modernidade Na Selva. Companhia das Letras, S\u00e3o Paulo,1988.<br \/>HAYOUN Maurice-Ruben\u00a0 &#8211; L&#8217;Ex\u00e9g\u00e8se juive : Ex\u00e9g\u00e8se et philosophie dans le juda\u00efsme Col Q.S.J. PUF, Paris 2000<br \/>HELLER, Reginaldo Jonas: &#8220;Os Judeus do Eldorado &#8211; a imigra\u00e7\u00e3o dos judeus marroquinos e do norte da \u00c1frica para o Brasil, durante o s\u00e9culo XIX\u201d, Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado em Hist\u00f3ria, UFF, 2005<br \/>MAIA, \u00c1lvaro. Gente dos Seringais. Rio de Janeiro, 1956.<br \/>SCLIAR, Moacyr. Souza, Marcio. Entre Moises e Macuna\u00edma. Garamond, Rio de Janeiro, 2000.S\u00e3o Paulo, 1992.<br \/>TOPEL, Marta F. As leis diet\u00e9ticas judaicas: um prato cheio para a antropologia. Horizontes Antropol\u00f3gicos. 2003, vol. 9, no. 19 , pp. 203-222.\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Renato Athias, Doutor em Antropologia pela Universidade de Paris X (Nanterre), professor no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco e Coordenador do N\u00facleo de Estudos e Pesquisas sobre Etniciade. rathias@ufpe.br<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comida e Religi\u00e3o:\u00a0Um banquete Judaico na Amaz\u00f4nia Por: Renato AthiasA di\u00e1spora coexiste com a hist\u00f3ria do povo de Israel, e parafraseado o Salmo 137, tamb\u00e9m, junto aos rios da Amaz\u00f4nia encontra-se uma comunidade judaica, sefardita, que desde 1810, se instalou formalmente naquelas terras, de acordo com os principais estudiosos dessa migra\u00e7\u00e3o para o norte do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-524","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Comida e Religi\u00e3o - Um banquete Judaico na Amaz\u00f4nia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.amazoniajudaica.com.br\/en\/2019\/08\/22\/comida-e-religiao-um-banquete-judaico-na-amazonia\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_GB\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Comida e Religi\u00e3o - Um banquete Judaico na Amaz\u00f4nia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Comida e Religi\u00e3o:\u00a0Um banquete Judaico na Amaz\u00f4nia Por: Renato AthiasA di\u00e1spora coexiste com a hist\u00f3ria do povo de Israel, e parafraseado o Salmo 137, tamb\u00e9m, junto aos rios da Amaz\u00f4nia encontra-se uma comunidade judaica, sefardita, que desde 1810, se instalou formalmente naquelas terras, de acordo com os principais estudiosos dessa migra\u00e7\u00e3o para o norte do [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.amazoniajudaica.com.br\/en\/2019\/08\/22\/comida-e-religiao-um-banquete-judaico-na-amazonia\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Amaz\u00f4nia Judaica\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-08-22T20:27:47+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2019-08-22T20:29:34+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"amazonia\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"amazonia\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Estimated reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.amazoniajudaica.com.br\\\/2019\\\/08\\\/22\\\/comida-e-religiao-um-banquete-judaico-na-amazonia\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.amazoniajudaica.com.br\\\/2019\\\/08\\\/22\\\/comida-e-religiao-um-banquete-judaico-na-amazonia\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"amazonia\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.amazoniajudaica.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/41e283446ccbf89ea591e2909393f62b\"},\"headline\":\"Comida e Religi\u00e3o &#8211; 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