{"id":518,"date":"2019-08-22T20:18:48","date_gmt":"2019-08-22T20:18:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/amazoniajudaica\/?p=518"},"modified":"2019-08-22T20:24:56","modified_gmt":"2019-08-22T20:24:56","slug":"a-comunidade-israelita-de-pedra-pintada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.amazoniajudaica.com.br\/en\/2019\/08\/22\/a-comunidade-israelita-de-pedra-pintada\/","title":{"rendered":"A Comunidade Israelita de &#8220;Pedra Pintada&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;About Us&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; fb_built=&#8221;1&#8243; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0&#8243;][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.25&#8243; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.0&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.0.0&#8243; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.27.2&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;Rubik|700|||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;42px&#8221; header_2_line_height=&#8221;1.2em&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; custom_margin=&#8221;|||&#8221; custom_padding=&#8221;|||&#8221; header_2_font_size_phone=&#8221;36px&#8221; header_2_font_size_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; locked=&#8221;off&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.0.0.0&#8243;]<\/p>\n<h2><strong>A Comunidade Israelita de &#8220;Pedra Pintada&#8221;<\/strong><\/h2>\n<h4>Por: <span>David Salgado<\/span><\/h4>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_divider color=&#8221;#ffb400&#8243; divider_position=&#8221;center&#8221; divider_weight=&#8221;5px&#8221; _builder_version=&#8221;3.9&#8243; max_width=&#8221;50px&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; locked=&#8221;off&#8221; _i=&#8221;1&#8243; _address=&#8221;0.0.0.1&#8243;][\/et_pb_divider][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.25&#8243; _i=&#8221;1&#8243; _address=&#8221;0.1&#8243; column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.1.0&#8243; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.27.2&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; custom_margin=&#8221;-4px|||||&#8221; custom_padding=&#8221;|||&#8221; custom_padding_tablet=&#8221;|40px||40px||true&#8221; custom_padding_last_edited=&#8221;off|desktop&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.1.0.0&#8243;]<\/p>\n<p><em>Itacoatiara \u00e9 o nome da cidade localizada a 286 Km de Manaus em dire\u00e7\u00e3o oeste. S\u00e3o encontradas na vazante do rio Amazonas que banha esta cidade, v\u00e1rias pedras pintadas, e nelas gravadas heliografias estranhas. Existem v\u00e1rias teorias sobre quem as pintou. Uma delas remonta aos fin\u00edcios, povo desbravador e navegador que poderia ter passado por al\u00ed a procura de madeiras especias para a constru\u00e7\u00e3o de grandes monumentos e templos, como aquele do Rei Salom\u00e3o, por exemplo! Nada por\u00e9m foi comprovado. \u201cIta\u201d significa pedra e \u201ccoatiara\u201d pintada, da\u00ed o nome da cidade.<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.1.0&#8243; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/www.amazoniajudaica.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/pedra_pintada.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.27.2&#8243; align=&#8221;center&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.25&#8243; _i=&#8221;1&#8243; _address=&#8221;0.1&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.25&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.1.0&#8243; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.27.2&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; custom_margin=&#8221;-4px|||||&#8221; custom_padding=&#8221;|||&#8221; custom_padding_tablet=&#8221;|40px||40px||true&#8221; custom_padding_last_edited=&#8221;off|desktop&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; _i=&#8221;0&#8243; _address=&#8221;0.1.0.0&#8243;]<\/p>\n<p><strong>Curiosidades a parte, vamos a nossa aventura.<\/strong><\/p>\n<p><span>Para obter maiores informa\u00e7\u00f5es sobre a comunidade que existiu naquela cidade no princ\u00edpio do s\u00e9culo XX, fui entrevistar, na v\u00e9spera de minha viagem a Itacoatiara, uma pessoa, seu nome: Esther Azulay Benchimol, na \u00e9poca com 87 anos (hoje 97 anos) de idade com sa\u00fade para dar e vender, e que Deus a conserve assim por muitos e muitos anos. Tia Esther, como sempre a chamei eu e quase todos que a conhecem, \u00e9 uma lenda viva. Contou-me toda a sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia na cidade de Itacoatiara onde nascera. Deu-me nomes de fam\u00edlias, o bairro onde viviam, me falou das \u201cdezoito\u201d (refer\u00eancia a dezoito casas de taipa constru\u00eddas por ingleses e onde os judeus moravam inclusive a sua fam\u00edlia), me contou da \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d de Itacoatiara&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span>Bem, essa revolu\u00e7\u00e3o s\u00f3 iria compreender do que se tratava mais tarde quando estive na cidade. Enfim, deu-me informa\u00e7\u00f5es suficientes para que pudesse come\u00e7ar a minha pesquisa. Sempre muito l\u00facida, risonha e com uma precis\u00e3o incr\u00edvel nos fatos e datas, tia Esther seria a chave principal para o sucesso desta reportagem e realmente o foi.<\/span><\/p>\n<p><span>Antes de partir, obtive com o senhor Mois\u00e9s Benarros Israel, correligion\u00e1rio de Manaus, com neg\u00f3cios em Itacoatiara, algumas informa\u00e7\u00f5es importantes e que iriam me ajudar.<\/span><\/p>\n<p><span>Chegando a Itacoatiara, resolvi come\u00e7ar pelo cemit\u00e9rio israelita. Como n\u00e3o era a minha primeira vez na cidade (quando fui shaliach em Manaus estive duas vezes em Itacoatiara para visitar o cemit\u00e9rio), n\u00e3o demorei em encontr\u00e1-lo. Por\u00e9m, para minha surpresa, o mesmo estava coberto pelo de mato, o port\u00e3o estava trancado e n\u00e3o pude me aproximar. O senhor Mois\u00e9s Israael me dera um n\u00famero de um celular pertencente a um de seus funcion\u00e1rios, quem guardava as chaves do port\u00e3o do cemit\u00e9rio, mas n\u00e3o consegui contato com ele. Contentei-me em abrir o livro do Professor Samuel Benchimol Z\u00b4L \u2013 Eretz Amaz\u00f4nia &#8211; e ler o nome das almas que al\u00ed repousavam dizendo uma \u201chashkab\u00e1\u201d (ora\u00e7\u00e3o para pessoas j\u00e1 falecidas) para todos.<\/span><\/p>\n<p><span>N\u00e3o desanimei. O pr\u00f3ximo passo seria encontrar a Galeria Professora Marina Penalber e falar com a senhora Il\u00e9ia, tamb\u00e9m indica\u00e7\u00e3o do senhor Mois\u00e9s Israel. Ap\u00f3s breve apresenta\u00e7\u00e3o come\u00e7amos a conversar sobre o motivo de minha visita. Perguntei-lhe sobre os judeus de Itacoatiara, se ela n\u00e3o possu\u00eda alguma informa\u00e7\u00e3o sobre como viviam, aonde residiam, quantos eram e etc. Ela pediu alguns minutos para ir ver o que poderia encontrar.<\/span><\/p>\n<p><span>Enquanto isso sai um pouco afora e me chamou logo a aten\u00e7\u00e3o uma constru\u00e7\u00e3o muito antiga com arquitetura arrojada e de finos tra\u00e7os pertencentes a uma \u00e9poca passada. Aproximei-me e pude constatar o abandono total desta constru\u00e7\u00e3o. Busquei alguma identifica\u00e7\u00e3o e encontrei um nome meio apagado que apenas pude l\u00ea-lo com muito esfor\u00e7o e dizia \u2013 \u201cCasa Mois\u00e9s\u201d. Voltando a galeria a senhora Il\u00e9ia me explicou que a \u201cCasa Mois\u00e9s\u201d foi constru\u00edda por judeus. Os irm\u00e3os Marcos e Mois\u00e9s Ezaguy e o cunhado Isaac Jos\u00e9 P\u00e9res \u2013 este \u00faltimo foi prefeito de Itacoatiara no per\u00edodo de 1926 a 1930 \u2013 constru\u00edram e inauguraram al\u00ed um grande estabelecimento de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o, uma vez que o porto da cidade era um dos mais movimentados da Amaz\u00f4nia, vindo navios da Europa e dos Estados Unidos exclusivamente ao seu porto. Posteriormente foi instalado no pr\u00e9dio uma ag\u00eancia de viagem e representa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias empresas de navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima nacional e internacional, dos s\u00f3cios Ezaguy e Jacob Benchimol e que encerraram suas atividades em 1973.<\/span><\/p>\n<p><span>Em seguida, a secret\u00e1ria da galeria me trouxe um documento. Era uma c\u00f3pia de um relat\u00f3rio bem extenso e dizia: \u201cINTEND\u00caNCIA MUNICIPAL DE ITACOATIARA pelo prefeito ISAAC JOS\u00c9 P\u00c9RES\u201d. Aquilo al\u00ed j\u00e1 valeria a minha viagem! Tamanha era a minha satisfa\u00e7\u00e3o e alegria, que pedi imediatamente para tirar uma c\u00f3pia daquele documento. A secret\u00e1ria disse que n\u00e3o teria nenhum problema. A senhora Il\u00e9ia disse ent\u00e3o que iria me levar at\u00e9 a secretaria de educa\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio aonde iria me apresentar a uma pessoa que poderia me dar mais informa\u00e7\u00f5es sobre os judeus que viveram na cidade. Seu nome Frank Chaves, acessor do secret\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>Frank Chaves \u00e9 pesquisador e historiador. Esclareceu-me muitos detalhes e deu-me important\u00edssimas informa\u00e7\u00f5es que passarei a relatar agora. O professor Frank Chaves foi mais tarde, entrevistado para o filme Eretz Amaz\u00f4nia e contou para a telinha o que relatamos aqui.<\/span><\/p>\n<p><span>Primeiramente, com o relat\u00f3rio da gest\u00e3o de Isaac Jos\u00e9 P\u00e9res em m\u00e3os, perguntei-lhe se n\u00e3o teria mais informa\u00e7\u00f5es a respeito deste prefeito. Frank me afirmou que tinha muito interesse sobre o assunto e que pretendia inclusive, escrever a bibliografia de Isaac Jos\u00e9 P\u00e9res por consider\u00e1-lo, uma pessoa de grande import\u00e2ncia para sua cidade natal afirmando inclusive, que Peres teria sido o melhor prefeito da hist\u00f3ria da cidade de Itacoatiara. Disse-me que Isaac era um homem de vis\u00e3o moderna, um empreendedor, homem criativo e inteligente da alta sociedade amazonense e muito bem quisto por todos.<\/span><\/p>\n<p><span>O Professor Samuel Benchimol Z\u00b4L em sua obra, Eretz Amaz\u00f4nia frisa o seguinte: \u201cIsaac Jos\u00e9 Perez, o grande prefeito judeu que revolucionou, urbanizou Itacoatiara e fundou o cemit\u00e9rio judeu de Manaus. Era casado com Rachel Hilel Benchimol, cujos pais vieram de Gilbratar para Camet\u00e1 em 1850, e depois se transferiu para Itacoatiara. Isaac Jos\u00e9 Perez veio a Manaus em 1928, ainda como Prefeito de Itacoatiara conseguiu com seu prest\u00edgio, junto ao Governador Efig\u00eanio Sales, a troca de um terreno aos fundos do cemit\u00e9rio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, que havia sido comprado para ser o cemit\u00e9rio judeu, por um terreno melhor situado ao lado do mesmo cemit\u00e9rio, na esquina do Boulevard Amazonas, hoje avenida \u00c1lvaro Maia. Comprado o cemit\u00e9rio judaico e feito o seu gradeamento, Isaac Jos\u00e9 Perez teve o grande infort\u00fanio e desdita de ver morrer de febre amarela o seu querido e amado filho Leon Perez, jovem engenheiro polit\u00e9cnico, que estava em visita a seus pais. Por ironia do destino, o fundador do Cemit\u00e9rio Judeu de Manaus o inaugurou, enterrando o seu pr\u00f3prio filho, em 12 de setembro de 1928\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Em seguida comentei com Frank sobre a reportagem que havia feito no dia anterior com a senhora Esther A. Benchimol. Especificamente perguntei-lhe sobre a tal da \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d que tia Esther me relatou. Notei que Frank ficara surpreso, mas n\u00e3o entendi o porque! Ent\u00e3o ele me contou que a senhora Esther referiu-se ao ano de 1932, quando eclodiu uma verdadeira BATALHA NAVAL \u00e0s margens do rio amazonas em frente \u00e0 cidade de Itacoatiara (ver o box Batalha Naval em Itacoatiara nesta mat\u00e9ria).<\/span><\/p>\n<p><span>Desfeito o mist\u00e9rio da tal \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d que tia Esther comentou, faltava sair a campo para conhecer as tais \u201cdezoito\u201d onde viviam os judeus. Fomos com Frank Chaves ent\u00e3o conhecer a cidade de Itacoatiara. Mostrou-me obras realizadas pelo ent\u00e3o prefeito Isaac Jos\u00e9 P\u00e9res, como escolas p\u00fablicas, avenidas, pontes. Explicou-me que foi Peres que trouxe o primeiro m\u00e9dico para residir e prestar servi\u00e7os profissionais na cidade, que implantou energia el\u00e9trica atrav\u00e9s de geradores. Levou-me a rua \u201cIsaac Peres\u201d, a Escola Municipal \u201cIsaac Peres\u201d, homenagens de prefeitos posteriores ao trabalho exemplar e pioneiro de Isaac Jos\u00e9 Peres.<\/span><\/p>\n<p><span>Bem, faltava ainda a visita ao bairro dos judeus com certeza o trecho mais interessante do meu roteiro. A caminho, Frank me mostrou uma casa aonde disse ter sido ali a Sinagoga da comunidade. Era a resid\u00eancia de Dona Esther Ezaguy, vi\u00fava de Moys\u00e9s Ezaguy na rua Deodoro. Chegando ao bairro da Col\u00f4nia, onde viviam os judeus, me mostrou a resid\u00eancia da fam\u00edlia Benchaia, vi na rua \u00c1lvaro Fran\u00e7a, no mesmo bairro a Usina de Beneficiamento de Borracha instalada por Isaac Jos\u00e9 P\u00e9res e finalmente, pude realmente comprovar a exist\u00eancia de v\u00e1rias casas, situadas na rua Moreira C\u00e9sar, que Frank as apontou-me como sendo as tais \u201cdezoito\u201d. Para minha surpresa, encontrei uma delas com os tra\u00e7os de uma casa de taipa, podia ver na parte lateral superior da casa, ripas e recheios de barro. Foi ent\u00e3o que come\u00e7ou o fato mais importante e inesperado de minha reportagem. Frank contou-me que bem em frente as \u201cdezoitos\u201d, vivia sua av\u00f3, onde hoje era uma igreja. Sua av\u00f3 sempre dizia, que tinha muitas amigas judias \u201cdas dezoitos\u201d e que uma delas veio visit\u00e1-la certa vez. Frank contou: \u201cEu tinha cerca de dez anos quando vi um carro estacionar a porta da casa de minha av\u00f3. Ela estava em p\u00e9, parada, esperando ansiosa para abra\u00e7ar sua velha amiga judia que veio visit\u00e1-la depois de muitos e muitos anos. A senhora saiu do carro acompanhada de seu neto, e ao se aproximar de minha av\u00f3, elas se abra\u00e7aram e choraram durante quase uma eternidade, pelo menos para mim parecia assim. Conversaram durante muito tempo, lembro que fui brincar e quando retornei ainda estavam conversando. A despedida foi incr\u00edvel, percebi novamente l\u00e1grimas nos rostos das duas senhoras. Me impressionou muito quando a visitante disse a minha av\u00f3, que aquela era a \u00faltima vez que se viam, pois na idade das duas n\u00e3o teriam outra oportunidade de encontro. E assim foi, minha av\u00f3 faleceu a cerca de dez anos atr\u00e1s\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>A surpresa maior Frank reservou para o final, me levou a sua casa onde disse-me que queria mostrar-me umas fotos. Chegando l\u00e1, procurou, o \u00e1lbum de fotos que sua av\u00f3 tinha, e que ele guardava depois de sua morte. Encontrou uma foto do prefeito Isaac Jos\u00e9 P\u00e9rez, mas n\u00e3o encontrava o \u00e1lbum de fotografias de sua av\u00f3.<\/span><\/p>\n<p><span>Era tarde, estava na hora de retornar para Manaus, n\u00e3o gosto de viajar a noite, ent\u00e3o disse para Frank que em outra oportunidade veria as fotos de sua av\u00f3. Uma \u00faltima caixa ele pegou e disse: \u201cvamos tentar s\u00f3 mais essa caixa\u201d. E realmente, nesta caixa Frank encontrou a foto que buscava para me mostrar. Uma foto muito antiga, onde uma mocinha muito bonita aparecia em cima de uma pedra. Foi a\u00ed ent\u00e3o que Frank me disse: \u201cesta na foto \u00e9 a amiga judia de minha av\u00f3, aquela que veio visit\u00e1-la quando eu tinha dez anos e que aparece aqui com cerca de quatorze anos de idade. Ela se chamava Esther Azulay&#8221;. Impressionante!!! A tia Esther Azulay Benchimol, era a amiga querida da av\u00f3 de Frank Chaves. Aquilo me emocionou muito, era muita &#8220;coincid\u00eancia&#8221; eu ter encontrado uma pessoa que&#8230; bem, como diz o velho ditado: \u201ceste mundo \u00e9 pequeno mesmo\u201d eu costume acrescentar e D-us \u00e9 que \u00e9 grande.<\/span><\/p>\n<p><span>Uma \u00faltima obriga\u00e7\u00e3o me restava: levar esta foto \u00e0 tia Esther. E assim fiz. Foi grande a emo\u00e7\u00e3o, mais tia Esther suportou bem e inclusive brincou comigo dizendo que eu deveria ser um detetive e n\u00e3o um jornalista.<\/span><\/p>\n<p><span>Obrigado \u00e0 tia Esther e a toda a sua fam\u00edlia.<\/span><\/p>\n<p><em><strong>Batalha Naval de Itacoatiara<\/strong><\/em><\/p>\n<p><span>Frank entregou-me um livro de autoria de An\u00edsio Jobim o qual relata com detalhes o que foi esta batalha. Os revoltosos tenentistas chefiados pelo civil, comissionado no posto de coronel, Alderico Pompo de Oliveira, pelo general Bertholdo Klinger, iniciaram uma revolta desde a fortaleza de \u00d3bidos e pretendiam tomar as cidades ribeirinhas e ocupar Manaus, excelente ponto estrat\u00e9gico e de abastecimento.<\/span><\/p>\n<p><span>Em 21 de agosto de 1932, chegava a not\u00edcia de que os navios \u201cAndir\u00e1\u201d e \u201cJaguaribe\u201d haviam sido tomados pelos rebeldes. Partindo de \u00d3bidos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Manaus, logo chegaram a Parintins, cidade desguarnecida que n\u00e3o apresentou nenhuma resist\u00eancia aos revoltosos. A not\u00edcia da tomada de Parintins causou um abalo enorme na popula\u00e7\u00e3o de Itacoatiara que j\u00e1 espera o pior.<\/span><\/p>\n<p><span>Os navios chegaram a regi\u00e3o de Itacoatiara. Mandando um emiss\u00e1rio a terra para um entendimento com as for\u00e7as legais, tiveram resposta de absoluta intransig\u00eancia, pelo que resolveram conceder um prazo de duas horas para que as fam\u00edlias se retirassem daquela cidade, quando ent\u00e3o come\u00e7ariam os bombardeios. Antes de decorrido o prazo, chegaram ao porto de Itacoatiara os navios legais \u201cBaependi\u201d e \u201cIng\u00e1\u201d, que entraram imediatamente em luta.<\/span><\/p>\n<p><span>No dia 24 de agosto de 1932, ao avistar as for\u00e7as legais, os inimigos manobraram em atitude de combate. Toques de cornetas estrugiram a bordo e a deflagra\u00e7\u00e3o come\u00e7ou de ambas as partes. Os canh\u00f5es troavam e as metralhadoras crepitavam terr\u00edveis (tia Esther, lembro-me, contou-me que os tiros passavam perto de sua janela e que todos se escondiam debaixo da cama com receio de serem feridos.<\/span><\/p>\n<p><span>Constatei mais tarde que \u201cas dezoito\u201d onde viviam n\u00e3o ficava longe da beira do rio Amazonas. Os vapores legalistas avan\u00e7avam. No meio da refrega o \u201cIng\u00e1\u201d foi de proa em cima do \u201cJaguaribe\u201d em poucos minutos o \u201cJaguaribe\u201d estava adernando e em seguida foi a pique. O Andira\u201d hostilizava impiedosamente os navios legais a tiros de fuzil e de metralhadoras pesadas. Por\u00e9m, um tiro certeiro de metralhadora destruiu a ponte de comando do \u201cAndir\u00e1\u201d. O \u201cBaependi\u201d atirou-se ent\u00e3o sobre ele, alcan\u00e7ando-o de popa e partindo-o ao meio.<\/span><\/p>\n<p><span>A feroz batalha naval de Itacoatiara chegou ao fim ap\u00f3s breves quarenta minutos de luta pesada. As tropas fi\u00e9is ao governo de Get\u00falio Vargas inscreveram, incontestavelmente, uma p\u00e1gina de bravura em defesa da ordem.<\/span><\/p>\n<p><span>Uma nota pitoresca que evidenciou o desconhecimento dos nossos homens p\u00fablicos no tocante a geografia do pa\u00eds, foi o telegrama publicado num jornal franc\u00eas e transcrito no \u201cImparcial\u201d do Maranh\u00e3o, e por sua vez transcrito no \u201cO Jornal\u201d de Manaus de 26 de Setembro de 1932, o qual dizia assim: \u201cA esquadra brasileira sob o comando do presidente Vargas, bateu, no Oceano Atl\u00e2ntico, a frota revolucion\u00e1ria do almirante Itacoatiara\u201d.<\/span><\/p>\n<p><em>(Baseado na obra de An\u00edsio Jobim \u2013 Batalha Naval de Itacoatiara).<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comunidade Israelita de &#8220;Pedra Pintada&#8221; Por: David SalgadoItacoatiara \u00e9 o nome da cidade localizada a 286 Km de Manaus em dire\u00e7\u00e3o oeste. 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